Dizem as más línguas que quem tem sotaque não sabe, mas quem escuta sabe. Os cariocas costumam trocar o “s” pelo “ch”. O “r” na boca dos mineiros, por exemplo, parece ganhar vida própria. No Brasil quem nasce no sul fala de um jeito e quem nasce mais ao norte fala de outro. Essas maneiras diferentes de falar o mesmo idioma não é ruim, pelo contrário, é até bem interessante.
O sotaque é um jeito próprio de determinado locutor pronunciar alguns fonemas em um grupo de palavras ou idioma. Em nosso país, saber a origem dos sotaques é entender tanto a história das pessoas que constituem um local, quanto as pessoas que migraram para esse lugar.
Só os caras que vieram com Pedro Álvares Cabral deveriam ter vários sotaques. Os colonizadores portugueses trouxeram em sua bagagem inúmeras diferenças lingüísticas: um bando vinha de Lisboa, outro do Porto, um terceiro do Alentejo... Como se não bastasse, os índios que já viviam aqui falavam inúmeras línguas. Mais tarde, chegaram os africanos e depois vieram imigrantes. O Brasil tinha tudo para se tornar uma torre de Babel, porém graças a uma unidade lingüística, é possível escutar o “s” chiado dos cariocas e saber que estamos falando a mesma língua.
Mas... E se na hora de trocar o “l” pelo “r” acontecer isso?
Piquenique do compartilhamento no BaixoCentro
1 dia atrás


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