Encerro a trilogia sobre filmes de vingança falando a respeito de um (anti)herói da Marvel. O seu nome é Frank Castle, vulgo “Justiceiro”. Castle não possui grandes poderes e nem grandes responsabilidades e quando o assunto é fazer justiça, ele manda “os direitos humanos” passear e não pensa duas vezes antes de explodir os cérebros dos bandidos.
O Justiceiro é um personagem criado por Gerry Conway, John Romita e Ross Andru. Ele apareceu pela primeira vez em 1974 na revista The Amazing Spider Man. A história dele é simples e direta. Frank Castle, perito em vários tipos de luta e exímio conhecedor de armas e explosivos, declarou guerra a todo e qualquer marginal quando sua esposa e filhos foram assassinados.
A partir de então é até irônico escrever “Frank Castle” e o termo “politicamente correto” em um mesmo parágrafo. Para o Justiceiro, os maus não possuem direito a um advogado e nem o direito de ficarem calados, ele simplesmente os mata sem misericórdia. Devido a essa conduta intolerante, Castle entra em atrito com outros heróis da Marvel, entre eles o Demolidor.
No cinema, a história desse herói com uma caveira estampada na camiseta foi adaptada três vezes. A primeira foi em 1989. Trata-se de uma produção norte-americana e australiana dirigida por Mark Goldblatt e protagonizada pelo monossilábico Dolph Lundgren.
Apesar de ser um filme que não poupa nas cenas de violência (afinal, história do Justiceiro sem violência é tão inadmissível quanto um dia de intenso calor sem ar-condicionado), apesar também de algumas discrepâncias em relação ao universo da HQ e mesmo sem o emblema da caveira na camiseta do protagonista, essa primeira investida do Punisher no cinema é até legalzinha. Na minha humilde opinião, dá de dez a zero naquela patuscada feita em 2004, protagonizada por um insosso Thomas Jane que enfrenta um John Travolta corno.
Porém em 2008 fizeram o Punisher War Zone que, apesar de não ser o “filme dos sonhos para muita gente”, possui bons momentos. Protagonizado pelo ator Ray Stevenson, esse longa-metragem foi lançado nos EUA pela Lions Gate, já em outros países foi pela Columbia Pictures.
Punisher War Zone não foi dirigido por algum nome do alto escalão do cinemão norte-americano, pelo contrário, quem ocupou a cadeira de diretor foi uma moça chamada Lexi Alexander, diretora e atriz de origem alemã. A trama dessa vez vai direto ao assunto e mostra Frank Castle já transformado no herói sedento por vingança que todo fã de HQ conhece.
Em War Zone o vilão escolhido para atazanar a vida do anti-herói foi o Retalho.
Foto: Lexi Alexander
Aliás, boa escolha dos roteiristas, já que o Retalho, com sua cara mais remendada que calça de mendigo, é bem mais ameaçador que o John Travolta canastrão do filme de 2004 dirigido por Jonathan Hensleigh.
A sinopse de Punisher War Zone apresenta Frank Castle no melhor estilo “O exército de um homem só”, lutando incansavelmente contra o crime organizado. Em um dos seus “dias de trabalho”, o protagonista acaba por desfigurar o rosto do chefão da máfia Billy Russoti, que a partir de então adotou o apelido de “Retalho”.
Apesar dessa sinopse simples como feijão e arroz, a diretora Lexi Alexander entregou um filme do Justiceiro com cara de “Justiceiro”, ou seja, não há atuações shakesperianas e roteiro cheio de surpresas. A mulher simplesmente conduziu um longa-metragem repleto de violência, cérebros explodidos e muita pancadaria. Não é um filme memorável, é verdade, mas dessa vez Frank Castle se tornou realmente o pesadelo da bandidagem. Justiça foi feita.
Em 1974, o filme “Desejo de Matar” fez escola. Depois desse clássico protagonizado por Charles Bronson, surgiram vários filmes sobre “justiceiros urbanos” dispostos a tornar a vida da bandidagem um inferno.
Um filme que embarcou nessa onda foi “O Exterminador”, produzido em 1980 e dirigido por James Glickenhaus.
Sem vergonha nenhuma de vestir a camiseta dos “Filmes B”, esse longa-metragem não tem medo de exagerar na violência e não perde tempo com a construção psicológica dos personagens. Logo no início, o filme já mostra a que veio ao colocar o protagonista John Eastland (interpretado por Robert Ginty, um canastrão que frequentemente estava em alguma produção de baixo orçamento) sofrendo os horrores da guerra do Vietnã. A estética dessas cenas iniciais são sujas e com direito a cabeça decepada. O caos da guerra tornou John um indivíduo perturbado. Aliás, cá entre nós, quem não ficaria perturbado no meio de tanto tiroteio, explosões e corpos espalhados?
O tempo passou e John passou a morar em Nova York trabalhando como estivador no bairro do Bronx que, na verdade, consegue ser quase tão violento quanto o Vietnã.
Como o objetivo aqui é discorrer sobre filmes de vingança, o personagem precisa de uma motivação, não é mesmo? E esse impulso não demora a chegar, já que John presencia seu colega de trabalho (e também ex-combatente de guerra no Vietnã) se tornar um saco de pancada nas mãos de marginais. A surra foi tanta que o amigo de John ficou paralítico. Não preciso nem dizer que os fascínoras cometeram um grande erro!
John, sedento por justiça, vai atrás dos bandidos e acaba agindo de forma tão violenta quanto eles, ou seja, o cara se tornou o típico anti-herói. Sem nenhum remorso o cara atira em pessoas desarmadas, imobiliza um cafetão para queimá-lo vivo e chega a fabricar balas recheadas com mercúrio para provocar ainda mais estrago nos seus inimigos.
Porém, ao assistir esse filme com um olhar mais crítico, não é difícil perceber alguns pontos fracos. Os atores, em sua maioria, possuem atuações tão canhestras que deixariam Keanu Reeves parecendo Hamlet. A edição também não é lá essas coisas.
Apesar dos deslizes, “O Exterminador” é um filme corajoso e acerta em mostrar um “herói” tão sacana que chega a se confundir com os criminosos. A contagem de corpos no longa-metragem é relativamente alta se compararmos com muitas produções atuais adeptas do politicamente correto.
O longa-metragem “Exterminador” teve uma sequência em 1984.
De cada dez filmes de ação que existem no planeta, nove abordam o argumento de vingança como motivação do protagonista. Pode ser o lutador de kung fu que quer vingar a morte de seu mestre querido, o mafioso que quer dar o troco porque foi enganado pelos seus companheiros... Enfim, o fato é que esse sentimento que, de acordo com a sabedoria popular, “é um prato que se come frio”, está presente também em outros gêneros além dos filmes de ação.
Nem sempre o uso exaustivo do motivo vingança é culpa da falta de criatividade dos roteiristas. Eles não têm culpa se o sentimento de revanche acompanha a raça humana desde a época em que o primeiro homo sapiens resolveu revidar o pedaço de carne roubado pelo seu vizinho de caverna. Os cineastas, como qualquer outro artista, desejam fazer com que o público se identifique com a arte produzida por eles. E é por isso que o nerd sacaneado pelos caras e vilipendiado pelas meninas, que o fulano do escritório escorraçado pelo gerente, todos os humilhados do universo, vibram quando o protagonista de um filme retribui com juros e correções monetárias todo o sofrimento causado pelos antagonistas. Sendo assim, filmes de vingança sempre existiram e enquanto a raça humana andar pela Terra, sempre irão existir.
Em uma cena do subestimado filme “O Último Grande Herói”, protagonizado por Schwarzenegger, a professora do guri protagonista falou durante uma aula que Hamlet foi o primeiro herói de ação. É óbvio que tal afirmação não passa de uma brincadeira, ainda mais citada em uma comédia que homenageia os filmes de ação. É lógico também que Hamlet não era nenhum Steven Seagal que saía fraturando braços e pernas dos seus opositores, mas esse famoso personagem de William Shakespeare tinha algo em comum com a maioria dos personagens de filmes de ação: era o sentimento de “Vingança”.
É válido lembrar que antes de Shakespeare, antes de Cristo e de Chuck Norris, a vingança também aparecia em alguns trechos bíblicos, na mitologia grega e em vários outros elementos que fundaram a literatura ocidental. Obviamente que o cinema, invenção recente datada no final do século XIX, não iria ficar de fora.
Por isso inicio aqui a Trilogia da Vingança, que é uma série de três postagens em que cada uma irá abordar três filmes que falam sobre... é lógico... Vingança.
O primeiro filme é o “Hobo With a Shotgun”, produção canadense de 2011 sem noção e mega violenta. É como se esse filme fosse o Machete elevado a décima potência.
O roteiro, raso como um pires, gira em torno de um elemento básico: a vingança de um mendigo contra policiais corruptos, pedófilos e gangues de sádicos, ou seja, uma vingança contra tudo o que a moral e os bons costumes condenam.
Além das vísceras, do sangue que jorra e da violência sem noção, o que também chama a atenção nesse filme é a presença de Rutger Hauer, ator veterano que participou de filmes famosos como Blade Runner, A Morte pede Carona e algumas produções mais obscuras, mas igualmente interessantes, tais como Conquista Sangrenta e Aliança Mortal.
Hobo with a shotgun, dirigido por Jason Eisener, é uma referência aos longa-metragens de “justiceiro urbanos” comuns na década de 70 e 80. Tais produções, pisoteadas por alguns setores da crítica especializada e idolatradas por amantes de uma arte mais “visceral”, eram presenças garantidas em exibições “grindhouse” em cinemas fuleiros. Se esse filme do Jason Eisener estivesse em cartaz naquela época, Tarantino e alguns outros gastariam seu rico dinheirinho para assistir.
Aliás, esse filme era inicialmente um trailer falso feito para um concurso internacional para promover o lançamento daqueles Grindhouse dirigido por Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.
Se você falar no Roger Corman para alguém, é bem provável que essa pessoa responda com uma emblemática pergunta “Roger Quem?”, porém se você falar no Jack Nicholson, Ron Howard, James Cameron e Francis Ford Coppola, aí talvez a coisa mude de figura.
O fato é que para muitas pessoas Roger Corman é um ilustre desconhecido, mas se não fosse por ele, esses atores e diretores supracitados e mais alguns grandões de Hollywood não chegariam onde chegaram. Roger Corman, cineasta norte-americano, nascido em abril de 1926, sempre fez filmes do jeito que ele bem entendia, sem dar muita importância para as convenções artísticas e mercadológicas.
Com tanta ousadia, a crítica olhava para o trabalho dele com a mesma cara de quem acaba de experimentar um copo de gasolina e ácido sulfúrico. Apesar do desprezo por parte de alguns, Roger Corman proporcionou trabalho a artistas como Boris Karloff e Peter Lorre, que até então estavam jogados para escanteio pelo cinemão. Além disso, ele foi também um dos responsáveis pela consagração do ator Vincent Price, isso mesmo, o dono daquela voz grave, que pode ser ouvida em Thriller do Michael Jackson e no The number of the beast do Iron Maiden.
Roger Corman foi o produtor de mais de uma centena de filmes. Ele também dirigiu mais de quarenta longa-metragens dos mais variados gêneros, desde a ficção científica mais sequelada ao terror mais funesto.
Nos anos 60, Corman foi o responsável por adaptar para o cinema algumas obras do consagrado escritor Edgar Allan Poe. Foi nessa fase que ele dirigiu o Poço e o Pêndulo (1961) e foi o produtor e diretor The Raven (1963).
Inclusive o longa-metragem O Poço e o Pêndulo, que aqui no Brasil recebeu o título de Mansão do Terror, teve como roteirista o escritor Richard Matheson (outro nome praticamente desconhecido por grande parte do público, mas boa parte das produções atuais de terror e da ficção científica devem muito a esse cara).
Entre as várias pérolas dirigidas por Roger Corman convém destacar Mulheres do Pântano (1955), A Ilha do Pavor (1957), A Morta-viva (1957), A Pequena Loja dos Horrores (1960), entre outras maravilhas com títulos tão escabrosos que só de ouvirem falar os críticos mais sérios teriam urticária.
Vale lembrar que o longa-metragem “A Pequena Loja dos Horrores” foi refilmado em 1986 pelo diretor Frank Oz. A refilmagem, protagonizada por Rick Moranis, virou presença garantida na Sessão da Tarde.
Roger Corman é o tipo de nome que nem estaria cotado para chegar perto de uma estatueta do Oscar, mas não importa, ele foi o cara que apontou o caminho para James Cameron, John Landis e muitos outros.
Abaixo tem o trailer de um documentário que fala sobre a trajetória de Roger Corman, um dos mestres dos filmes B.
Não é segredo para ninguém que a literatura e o cinema sempre andaram de mãos dadas. É óbvio que algumas vezes, dessa relação, saíram projetos interessantes, como o filme “Blade Runner”, baseado em um conto do Philip K. Dick. Já outras vezes o resultado é pior do que um abacaxi estragado, como o filme “O Pagamento”, baseado em um conto do mesmo autor.
Quando o assunto é filme de terror, é normal que os cineastas busquem inspiração diretamente nos clássicos, tais como “Drácula” e “Lobisomem”, visto que esses monstros já fazem parte do imaginário popular da mesma forma que aquele sofá velho faz parte da decoração do seu apartamento.
No caso do filme “Inferno”, segunda parte da trilogia “As Três Mães”, o cineasta italiano Dario Argento buscou inspiração em um livro praticamente desconhecido. O referido trabalho literário é um romance de ficção chamado Suspiria de Profundis. Essa obra, concebida em 1845, é muito interessante, infelizmente não é tão conhecida.
Suspiria de Profundis foi escrito pelo jornalista britânico Thomas de Quincey e fala sobre três entidades tão malignas que deixariam Darth Vader parecendo os Ursinhos Carinhosos.
Na trilogia cinematográfica concebida por Dario Argento, a identidade dessas três damas nefastas é explicada com mais detalhes no filme “Inferno”, que aqui no Brasil recebeu a alcunha de “Mansão do Inferno”.
Logo na cena inicial do filme temos uma narração em off enquanto a incauta protagonista lê as páginas de um livro antigo. Essa narração em off fala sobre um arquiteto alquimista que teve contato com as “Três Mães do Inferno”: Mater Suspiriorum (a Mãe dos Suspiros), Mater Lacrimarum (a Mãe das Lágrimas) e Mater Tenebrarum (a Mãe das Trevas). Após o encontro, o arquiteto cometeu a burrada de construir uma casa para cada uma delas. Uma em Friburgo (na Alemanha), uma em Nova York (local onde se passa a história do segundo filme) e outra em Roma.
A protagonista do longa-metragem acredita que mora na casa construída em Nova York e decide investigar. Como se trata de um filme do Dario Argento, o resultado da investigação é uma mortandade desenfreada.
Assim como no filme anterior, Argento faz bom uso da iluminação para criar um clima de suspense. Só que dessa vez o diretor praticamente eliminou os diálogos e, nesse caso, isso talvez seja para alguns espectadores mais impacientes um convite ao sono, já que pode ser cansativo ver os personagens andando para lá e para cá sem abrirem a boca nem para perguntarem as horas.
Com poucos diálogos a trilha sonora se torna quase onipresente, mas se no primeiro filme da trilogia a música ficou a cargo da banda Goblin, em “Inferno” boa parte da parte musical foi concebida por Keith Emerson, o cérebro da banda “Emerson Lake & Palmer”, power trio obrigatório para qualquer ser que se considere fã de rock progressivo.
Abaixo tem um vídeo com algumas cenas do filme e a trilha sonora de Keith Emerson:
“Inferno” foi produzido em 1980. O roteiro foi escrito por Dario Argento e Daria Nicolodi.
Talvez o gênero terror seja o gênero cinematográfico que mais acumule clichês (filmes pornô e comédias românticas não contam, pois nasceram assim e qualquer tentativa de mudança tiraria a razão de existência dos mesmos).
O gênero terror possui alguns elementos básicos, tais como personagens que são exterminados por maníacos mascarados ou protagonistas que são atormentados por espíritos que parecem não ter mais nada para fazer. Se chutarmos um balde irão cair dali 10 filmes de terror que utilizam essa cartilha.
É verdade que de vez em quando até que surge algum filme que usa esses elementos por uma outra perspectiva ou, de forma corajosa, descarta completamente tais convenções. Porém, o fato é que apelando ou não para clichês, um filme que se considere de terror deve carregar uma atmosfera de pesadelo que tire o espectador da zona de conforto. Nesse caso o diretor italiano Dario Argento foi um dos cineastas que mais levou à risca a ideia de “envolver o espectador em um pesadelo”.
Seus detratores o acusam de não ligar muito para o enredo das histórias, por outro lado os seus fãs afirmam que ele sabe construir como um artesão cenas que parecem um “sonho macabro”.
Uma das obras mais famosas do Dario Argento é o Suspiria, filme de 1977. Suspiria foi o início do que ficou conhecido como “A Trilogia das Três Mães”. Para o leitor desavisado já vale lembrar: os temas centrais dessa trilogia são assassinatos, bruxaria e ocultismo, não necessariamente nessa mesma ordem.
Nesse filme de trama mega simples, uma moça chamada Suzzy (interpretada por Jessica Harper) sai dos EUA para estudar ballet em uma conceituada academia na Alemanha. Pronto. Era esse o pretexto que Argento precisava para mostrar eventos estranhos e fazer sangue jorrar entre uma cena e outra.
Quando o assunto é “Suspiria” é impossível não falar na fotografia das cenas. O que salta aos olhos são as cores. Em determinados momentos Dario Argento, dependendo do personagem em destaque, enfatiza o tom azul, em outros instantes são os tons avermelhados. Por isso que agora eu entendo e prometo não rir mais daqueles que falam que “Suspiria” é um verdadeiro “exercício visual-estético-imagético-sei lá o quê”.
A trilha sonora também é um caso a parte. Onde muita gente esperaria algumas épicas melodias operísticas, existem os acordes executados pela banda Goblin (uma banda italiana de rock progressivo que, pelo jeito, é conhecida apenas por admiradores do estilo).
Como escrevi anteriormente, esse filme é a primeira parte da “Trilogia das Três Mães”. As tais “Três Mães” são a Mater Suspiriorum, Mater Tenebrarum e a Mater Lacrimarum. Para cada uma delas existem três casas que foram construídas por um arquiteto chamado Varelli. Uma casa fica em Roma, a outra se localiza em Freiburg (na Alemanha, onde ocorre o filme Suspiria) e a última casa em Nova York.
Para conceber essa trama que mistura doses generosas de ocultismo, algumas pitadas de bruxaria temperada com sangue, Argento buscou inspiração no livro Suspiria de Profundis, escrito pelo britânico Thomas de Quincey.
A segunda parte da trilogia se chama “Inferno” e é de 1980. Nessa segunda parte é explicada em mais detalhes quem são (ou o que são) as “Três Mães”. A terceira parte se chama “Mãe das Lágrimas” e só veio ao mundo em 2007 por insistência de muitos que queriam assistir ao desfecho da tenebrosa saga, já que Dario Argento estava sem saco para um terceiro longa-metragem.
Aliás, Dario Argento, que foi um dos inovadores no gênero do terror, por ironia do destino está atualmente a trabalhar em um filme 3D do Drácula. Ele também já afirmou que o cinema de terror de hoje é “bastante infantilizado” e quanto a possível refilmagem do seu clássico Suspiria ele deixou bem clara a sua posição: Refilmagem... Para quê?